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História do Movimento Pau-Brasil

Saiba o que foi o Movimento Pau-Brasil no Modernismo brasileiro e suas principais características.

Oswald de Andrade: o criado do Movimento Pau-Brasil
Oswald de Andrade: o criado do Movimento Pau-Brasil

 

Introdução

 

O Movimento Pau-Brasil foi uma tendência da fase inicial do Modernismo no Brasil, principalmente na área da Literatura.

 

Esse movimento cultural foi lançado em 18 de março de 1924, pelo escritor modernista brasileiro Oswald de Andrade, através da publicação do artigo Manifesto da Poesia Pau-Brasil, no jornal Correio da Manhã.

 

Em 1925, foi lançada a obra de poesias Pau-Brasil, também de Oswald de Andrade. A ilustração da obra foi feita por sua esposa, a artista plástica Tarsila do Amaral. Este livro é considerado um dos principais marcos do Modernismo na Literatura Brasileira.

 

Principais ideias do movimento:

 

- Destacou-se, principalmente, na área da poesia.

 

- Criação de uma literatura que fosse nacionalista, através da valorização das características naturais do povo brasileiro.

 

- Contrário à influência estrangeira, na literatura brasileira, principalmente da europeia.

 

- Oposição a linguagem vazia, formal, erudita, retórica (eloquente e argumentativa) e cheia de regras.

 

- Valorização do progresso da sociedade e da ciência da era presente (década de 1920).

 

- Uso de linguagem natural (espontânea) e cotidiana (próxima da linguagem falada), sem arcaísmos (formas antigas e antiquadas).

 

- Valorização do passado histórico do Brasil.

 

- Busca pela criação de textos e poesias originais e inovadores.

 

Principal escritor desse movimento:

 

Oswald de Andrade (1890-1954)

 

Principais obras desse período: Pau-Brasil (1925), Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade (1927) e Estrela de absinto (1927).

 

Trecho final do Manifesto Pau-Brasil:

 

“Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística. Tudo digerido.

 

Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia.

 

Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil.” 

 

 

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artigo publicado em 22/06/2020

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